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Cordel de um Sem Universidade - Batista Alves Maria Cleide da Silva Cardoso Pereira Aqui
está o manifesto a favor da Revolução da Paz bem como o poema que eu li no
Fórum Social Mundial (2009). Agradeço a acolhida e desejo que este sonho se multiplique e se torne
real. "Um novo mundo é possível", depende de nossas reflexões e atitudes, ou
seja, depende da revolução que se desenvolve em cada um e cada uma de nós.
Abraços fraternos! Paz, unidade e bem! E o estilo musical - Francis F. Costa
Cordel de um Sem Universidade Quero contar pra vocês A minha
dificuldade Pra ter um final feliz Tenho que finalizar Pois o destino não quis Que eu terminasse formado Hoje estou desesperado Muito triste e infeliz
Eu tive que desistir Pois não consigo estudar Essa luta eu perdi Não consigo mais lutar Só vivo desconcentrado O pagamento atrasado Sem dinheiro pra pagar
É amigos, é a vida De um pobre estudante Que pensava que podia Seguir um sonho adiante Só pensando em estudar E um dia me tornar Um jornalista atuante
Aqui deixo o meu abraço À turma da faculdade Desculpe pelo fracasso Sei que vou sentir saudade Podem ter uma certeza Não me viram por beleza Mas sim por sinceridade
Vou guardar boas lembranças Das amizades que fiz Fico aqui na esperança Daquilo que sempre quis Quero ver todos formados Quem sabe sou convidado Ficarei muito feliz
Vou citar meus professores Com os quais eu estudei Todos têm os seus valores Sabem o que ainda não sei Motivos de inspiração Dentro dessa fundação Lembrança que guardarei
Flawbert foi o primeiro Que deu aula em minha classe É um grande pioneiro Pedindo que eu comentasse Lembro ainda aquele dia Sobre a tecnologia Falou que eu estudasse
Depois encontrei Jair Seu jeito me agradou Quando saía dali Ouvia seu “rock’n roll” Eu juro daqui pro céu Na História do papel Me sinto quase um doutor
Cineide e seu português Professora linha dura Aprendi durante um mês Muito de literatura Hoje devo a essa guia Toda minha poesia, Ensina com formosura
Ai veio Misael Cheinho de vaidade Outro grande menestrel Sempre falando a verdade Deste fiz grande juízo Na prática do jornalismo Me ensinou lealdade
Moisés, como educador Ensinando a coisa seria Falou com muito louvor Do “lead” que se espera Quem, quando, onde e porquê Como é, quem fez o que No inicio da matéria
Das cadeiras que paguei Todas foram importantes Mas uma me deleitei Por achar interessante Brito como professor Ele quem filosofo Minha carreira brilhante
Eu só sei que nada sei Mas sei que sei dar meu grito Gosto de todos vocês Mas eu tenho um favorito Dentro da filosofia Descobri o que queria Graças ao louco Brito
Outro período me lembra Mais um grande professor Fissurado por cinema Desenhista e escritor Me mostrou qual o olhar Nos filmes, que devo dar Esse é o mestre castor
Edson, esse professor, Grande amigo de Batista Por tudo que me ensinou Mostrando pontos de vista Tem o dom de escrever Posso dizer pra você Tu és um grande cronista
Rubens, esse é pancadão Com sua ideologia Sempre prestei atenção Não gostava do que eu lia Profissional de valor PhD, um doutor Em sua sociologia
Fábio mostrou que na net Os portais são diferentes Jornalismo na internet Ele ensinou muito a gente Muito simples, promissor Mais um grande professor Simples e inteligente
Sílvia, Felipe e Ada São mestres no que ensina Me animou na jornada Professores que fascina Só falta um professor Esse muito me ensinou, Alex lá de Campina
Falei de todas cadeiras Espero ter me lembrado Sempre da mesma maneira Pois estou desesperado Os versos que aqui fiz Neste momento infeliz Espero ter agradado
Agora vou terminar Procurando entender Não vou deixar de estudar Vou continuar a ler Guardarei todas lembranças Não perco a esperança De voltar pra aprender
Fiz pro uni passei perto Estou tentando o fiéis Torço para que dê certo Estou juntando os papéis Se conseguir eu não paro O curso pra mim é caro Mas vale cada “minréis”
Não tenho mais condição Fiz o que pude ter feito Apelo à Fundação Se puder arrume um jeito Varro classes da escola É só me dizer a hora Mais me der esse direito
Ta na constituição O direito de estudar Isso é educação O país tem que pagar Não pago por que não posso Isso me dá um remoço Vontade até de matar
Se o Brasil fosse sério Investia Cada milhão Nesse grande ministério Que não tem mistério não Acabavam os problemas É só apostar no tema “Invista em educação”
Se o governo apostasse As fichas em educação Acabava com o impasse De toda corrupção Ai sim, ordem e progresso Ladrão não ia ao congresso Nem ganhava eleição
Eu Sou mais um brasileiro Vivo correndo a mil Sou destinado e guerreiro Neste torrão varonil Não perco a esperança Avança Brasil, avança, Eu te amo meu Brasil!
Eu também, canto a América
Sou o irmão escurinho Quando chega alguém, Eles me mandam comer/ na cozinha
Mas eu rio, Como bem, E fico forte.
Amanhã Sentarei à mesa Quando chegar alguém Então ninguém se atreverá A me dizer: “Coma na cozinha”.
Aí eles vão ver como sou bonito E ficarão envergonhados.
Eu também sou a América. Langston Hughes. Tradução: Sylvio Back.
(Inspirado no filme do cineasta Silvio Tendler sobre Milton
Santos, grande pensador brasileiro, em que o MSU é citado no Fórum Social
Mundial)
E O
ESTILO MUSICAL |