Mais exemplos:
Cristiane Junke, passou em Física na USP, em 2005. Foi notícia no Diário de São
Paulo, em fevereiro deste ano.


Diário
Popular,
17 de
fevereiro
de 2004.
Caderno
São
Paulo:
Aluna
de cursinho
popular
entra na USP
PATRÍICIA EVELYN
Moradora de Guaianazes
realiza
sonho
Aos 20
anos,
uma
estudante
de cursinho
popular
realizou
ontem
o
sonho
da
maioria
dos
vestibulandos
de
São
Paulo. Ivi Maiga Bugrimenko se matriculou na
Universidade
de
São
Paulo (USP), no
curso
de
letras,
período
noturno.
Moradora de Guaianazes,
Zona
Leste,
Ivi cursou o
ensino
médio
em
escola
pública
e passou no
maior
vestibular
do
país
após
assistir
a
quatro
meses de
aulas
num cursinho do
Movimento
dos Sem-Universidade (MSU),
que
é
inteiramente
gratuito.
“Os
jovens
que
saem de
colégios
públicos
já
têm a
mentalidade
de
que
não
conseguirão
passar
no
vestibular”,
disse Ivi.
Ela
afirmou
que
só
sentiu
confiança
para
concorrer
a uma
vaga
na USP
por
ter
feito
cursinho: “Não
estava
nem
pensando
em
prestar
vestibular,
mas
li
sobre
cursinhos
populares
no
jornal
e
me
decidi”.
Filha
de
um
corretor
de
imóveis
e uma promotora de
shows,
ela
concluiu o
colegial
técnico
em
2001 na
Escola
Municipal
Professor
Derville Allegretti.
Durante
o
ensino
fundamental,
estudou no Sesi. “Não
teria
condições
de
pagar
cursinho
nem
faculdade”,
conta.
Para
não
abandonar
os
planos
de
cursar
o 3º
grau,
de
agosto
a
novembro
a
estudante
passou os
finais
de
semana
dentro
da
sala
de
aula.
Ivi acordava
antes
das 7h, ia de
ônibus
até
Cidade
A.E.
Carvalho,
onde
foi organizado o cursinho, e
só
voltava
para
casa
após
as 17h,
quando
terminavam as
aulas.
Depois
de
passar
na
primeira
fase
do
vestibular
da Fuvest, a
confiança
aumentou e Ivi foi convocada
para
trabalhar
como
auxiliar
administrativa
em
um
hospital
de Itaquera,
vaga
que
foi conquistada
em
um
concurso
público.
“Me
matei
para
passar
na
segunda
fase.
Estudava
antes
e
depois
do
trabalho
e o
final
de
semana”,
lembrou Ivi,
que
planeja
fazer
pós-graduação,
dar
aulas
em
universidade
e
fazer
uma
segunda
faculdade:
moda
ou
sociologia.
A
maratona
de
embarcar
em
três
ônibus
e
um
trem
para
cumprir
a
jornada
diária
de
trabalho
e
estudo
não
assustam a
garota,
que
ressaltou a
importância
da continuidade dos cursinhos
populares.
“O
governo
deveria
fornecer
verbas
para
esses
cursinhos”, acredita.